"Foi difícil para ele abrir os olhos pela primeira vez.
A luz matutina traspassava a cortina branca e fina, invadindo o quarto e
cegando lhe os olhos - que pareciam nunca terem sido usados - fazendo com que a
primeira coisa que conseguiu pronunciar claramente fosse um mal humorado
"por favor, alguém feche essa maldita janela ".
Apos 3 segundos de silencio, ele se deu conta de que não
havia ninguém no quarto e decidiu levantar se para fechar blackout da janela,
que estava totalmente aberto. Porem, no momento em que se pôs de pé, um mal súbito
lhe ocorreu, fazendo sua cabeça doer e latejar, seus olhos arderem, e seu corpo
ficar pesado demais para manter se de pé, obrigando o a sentar na beira da cama.
Retirou vários fios presos em sua cabeça e em seu peito, que aparentemente
mediam sua atividade cerebral e cardíaca, enquanto tentava juntar pistas de
onde estava. Tentava se lembrar do que havia ocorrido, do por que de estar
naquela cama e ate mesmo de quem era, mas ao invés disso, um enorme vazio em
sua mente o confundia, deixando o mais apavorado com aquela situação. Sentou na
ponta da cama e respirou fundo. Resolveu ficar calmo e relaxar para ver se
encontrava alguma resposta, porem isso se mostrou mais fácil na teoria de que
na pratica. A luz da janela que antes lhe incomodara tanto agora passava
despercebida, tamanha a confusão que se encontravam seus pensamentos. Passados
alguns poucos minutos, mais calmo e mais racional, ele resolveu procurar por
alguma coisa que lhe lembrasse de sua identidade ou mesmo de que estaria
fazendo ali naquele lugar. Decidiu levantar se e observar o quarto atentamente
antes de fazer o primeiro movimento.
Era um quarto pequeno com paredes brancas. A sua frente
estava a única porta da sala, e talvez também o único meio de sair dela, já que
a janela que ficava ao lado esquerdo tinha grades grossas de ferro pelo lado de
fora. Rente a sua perna, estava a cama na qual estivera deitado pouco tempo atrás,
uma cama de solteiro pouco aconchegante, com lençóis e cobertas brancas e finas.
Ao lado da cama tinha uma mesinha, de mais ou menos um metro de altura e, em cima dela, aparelhos médicos que agora emitiam um bip baixo e incessante - porem suficientemente irritante - por terem sido desconectados de seu corpo. E uma câmera de vigilância estrategicamente posicionada no canto direito superior da sala gravava tudo que acontecia ali.
-Ótimo, estou em um quarto de hospital!- resmungou.
Apos andar um pouco pelo quarto, descobriu na frente da cama uma prancheta com uma folha de papel e algo escrito nela. Aproximou se para ler melhor:
_____FICHA DE PACIENTE_______
Hospital Particular Hay Saiana
Rua: Miuc' Gardem #2008
>Nome: Alexssander Mark
>Idade: 29 anos
>Diagnostico: Coma
>Tratamento: Repouso
>Entrada no Hospital: 19/10/4143
>Alta:__/__/____
_________________________________
-Eu estava em coma?! - gritou ele, espantado. - Droga,- pensou - por que não me lembro de nada?
Ouviu passos no corredor e, atordoado com a situação, não teve coragem de chamar quem quer que fosse a pessoa que passava ali naquela hora. Também nem seria preciso, já que o seu grito havia chamado a atenção de quem estava perto da sala no momento. Num movimento súbito e extremamente rápido, Alexssander jogou a prancheta na cama e trancou a porta. Ficou olhando para a maçaneta, apreensívo, ate que ela lentamente deu uma volta completa e parou. A porta foi forçada para dentro, mas não abriu. Mais uma vez, e dessa vez com mais força, porem sem resultado.
-Tem alguém ai dentro? - perguntou uma voz feminina, enquanto continuava a forçar a porta - Por favor, abra a porta, é a enfermeira Dotts. Se não abrir, serei obrigada a chamar a segurança e abrir a força.
Um pânico incontrolável tomou conta de Alexssander. Ele olhava para todos os lados, tentando achar um meio de sair dali, embora soubesse que a porta era a única saída daquele quarto. A única para alguém normal.
Ao lado da cama tinha uma mesinha, de mais ou menos um metro de altura e, em cima dela, aparelhos médicos que agora emitiam um bip baixo e incessante - porem suficientemente irritante - por terem sido desconectados de seu corpo. E uma câmera de vigilância estrategicamente posicionada no canto direito superior da sala gravava tudo que acontecia ali.
-Ótimo, estou em um quarto de hospital!- resmungou.
Apos andar um pouco pelo quarto, descobriu na frente da cama uma prancheta com uma folha de papel e algo escrito nela. Aproximou se para ler melhor:
_____FICHA DE PACIENTE_______
Hospital Particular Hay Saiana
Rua: Miuc' Gardem #2008
>Nome: Alexssander Mark
>Idade: 29 anos
>Diagnostico: Coma
>Tratamento: Repouso
>Entrada no Hospital: 19/10/4143
>Alta:__/__/____
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-Eu estava em coma?! - gritou ele, espantado. - Droga,- pensou - por que não me lembro de nada?
Ouviu passos no corredor e, atordoado com a situação, não teve coragem de chamar quem quer que fosse a pessoa que passava ali naquela hora. Também nem seria preciso, já que o seu grito havia chamado a atenção de quem estava perto da sala no momento. Num movimento súbito e extremamente rápido, Alexssander jogou a prancheta na cama e trancou a porta. Ficou olhando para a maçaneta, apreensívo, ate que ela lentamente deu uma volta completa e parou. A porta foi forçada para dentro, mas não abriu. Mais uma vez, e dessa vez com mais força, porem sem resultado.
-Tem alguém ai dentro? - perguntou uma voz feminina, enquanto continuava a forçar a porta - Por favor, abra a porta, é a enfermeira Dotts. Se não abrir, serei obrigada a chamar a segurança e abrir a força.
Um pânico incontrolável tomou conta de Alexssander. Ele olhava para todos os lados, tentando achar um meio de sair dali, embora soubesse que a porta era a única saída daquele quarto. A única para alguém normal.
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